Me
sinto bem, porém vazia. Caminho sem direção, mas continuo caminhando
com a única certeza de que nada é o mesmo. Penso em milhões de coisas a
todo o tempo. Mudo de opinião há cada segundo. Finjo ser forte quando na
verdade estou desabando por dentro. Vivo com a probabilidade quase
impossível de encontrar a perfeição. Ouço falarem, mas ninguém diz
nada. Me sinto como uma folha ao vento, sem rumo e seca pela chegada do
outono. Tento falar mas parece que ninguém consegue me escutar. Me
sinto frágil, porém acredito que sou forte e aguento. Me sinto constante
e não gosto de me sentir assim. Me sinto previsível e na realidade eu
gosto do imprevisível. Tento afastar a obscuridade com um sorriso, mas
há cada lágrima que cai dos teus olhos é uma gota de sangue que escorre
em meu coração. Parece que a vida não faz mais sentido, parece que nada
mais faz sentido. Estou
cansada de viver em um lugar onde todos fingem estar felizes quando na
realidade estão se corroendo por dentro. E mesmo cansada eu continuo...
Continuo a tentar, porque eu sei que Deus está comigo, e não estou onde estou a toa. E sigo... tentando cicatrizar as feridas que hoje invadem a minha alma, com o amor, todo o amor que ainda me resta.
Esse texto foi escrito em 2010, hoje relendo tenho um misto de lembranças e sentimentos. Há 4 anos atrás não fazia ideia do que a vida se tornaria. O drama era meu fiel companheiro, e ainda hoje certas vezes ele me acompanha. Carrego comigo uma caixinha de memórias que conforme o tempo passa ela cresce de tamanho. Bom saber que tudo passa, tudo muda. Eu mudei. O mundo mudou. "SE EU MUDO, TUDO MUDA!"

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