Prólogo
Dizem que uma boa história começa com era uma vez, mas minha história não é um conto de fadas. Não sei se será boa pra você, ao menos sei o quão boa é pra mim. Sempre acreditei que o bom é relativo, assim como o ruim. Ambos mediam de acordo com a sua visão e interpretação de mundo. Com o tempo aprendi que nossa visão sobre as coisas mudam e interpretação nenhuma é pra sempre.
Meu nome é Nalu, na verdade, Ana Luiza, mas do que adianta ter um documento com um nome e ser chamada por outro? Sou composta de sonhos e perguntas inquestionáveis. Guardo comigo uma coleção de memórias e lembranças. Amo o por do sol. Sou a Luz do meu avô.
Minha vida é um resumo daquilo que meus pais achavam justo pra mim com uma pitada da minha personalidade própria. Sou dona de um sorriso que parece estampar: "Sou feliz e na minha vida tudo sempre é bom." Tal frase quase nunca fez sentido pra mim, mas as pessoas sempre enxergam o inverso. Nunca fui a toda errada, sempre fui atacada de certinha, por mais que eu acredite que na sociedade em que vivemos é quase impossível ser certinho o tempo todo. Sou errante e acho que não precisava de um erro crucial pra provar isso pro mundo. Só precisava de um pouquinho mais de atenção.

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